Se você não trabalha com contabilidade ou área fiscal, é bem provável que já tenha ouvido falar de CBS e IBS por aí, mas sem fazer a menor ideia do que isso muda pra você, na prática, na hora de comprar pão na padaria ou fechar a compra do mês no mercado. Este guia foi feito exatamente para isso: sem artigo de lei, sem porcentagem complicada — só o que você vai ver de diferente na sua nota fiscal, explicado devagar.
Primeiro, o que é uma nota fiscal?
Toda vez que você compra alguma coisa — de um chiclete a um carro — a empresa que vendeu é obrigada por lei a emitir um documento chamado nota fiscal. Hoje, ela aparece de formas diferentes: um cupom impresso no caixa, uma nota eletrônica enviada por e-mail (a famosa NF-e ou NFC-e) ou simplesmente um QR Code que você escaneia. É esse documento — não o produto, não o preço na prateleira — que a reforma tributária está mudando por dentro.
A mudança em uma frase
Hoje, os impostos que você paga em qualquer compra já vêm embutidos no preço, meio escondidos — quase ninguém consegue dizer, de cabeça, quanto de imposto tem em uma compra de R$ 100. Com a reforma, esse valor passa a aparecer discriminado na própria nota, separado em duas siglas novas: IBS e CBS.
Por que isso está mudando: a Constituição Federal (art. 156-A, inciso XIII, incluído pela Emenda Constitucional nº 132/2023) passou a prever que, sempre que possível, o valor do imposto apareça de forma específica no documento fiscal. Na prática: hoje quase ninguém sabe quanto de imposto paga em cada compra — a reforma quer mudar isso, não cobrar nada a mais de você.